"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"





Fernando Pessoa

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Geek.. nerd.. ?

O mundo habituou-se de tal maneira a "Casas dos segredos" e "Big Brothers", onde reina a falta de bom senso, educação e principalmente de cultura, que quando alguém refere que vê o canal História, está atento aos documentários da BBC/National Geographic, ouve diariamente os telejornais e discute política, parece que as pessoas interpretam como se isso não fosse normal. Não é normal não seguir tendências. Não é normal não querer saber de programas sem fundamento. 
Isso preocupa-me, mostra que a sociedade vai por um caminho cada vez mais medonho e mais sem volta, de tal forma que já me acostumei quando falo de alguma coisa da actualidade e as pessoas me respondem "ah eles são todos iguais, já nem ligo" ou "isso não me interessa para nada". Medonho. É mais interessante falar da vida dos outros e de assuntos que não acrescentam nada do que pensar e usar a cabeça. 
Outra coisa, posso garantir que 99% das vezes que alguém se refere a quem vê series, animes, joga jogos de computador e está atento às últimas novidades da tecnologia como se fossem "nerds e geeks" para quem ouve isso é como se de um elogio se tratasse, acreditem, quem me dera ser nerd, significava que ia acabar patroa e bem na vida, mas para quem o fala é como se tentasse de uma maneira desesperada diminuir a pessoa em questão. "Ah então jogas joguinhos de computador e vês 45 séries? E diminuir isso para teu bem?", só consigo rir, de tal maneira que geralmente sai uma dose de ignorância do que me estar a "chatear". Eu sei que é mais normal ver coisas sem fundamento e perder a vida a folhear as páginas das revistas cor de rosa para tentar de forma desesperada encontrar defeitos na vida dos famosos para puxar conversa, mas isso não significa que todas as pessoas não usem o cérebro de vez em quando e até para jogar é preciso ter noção de técnicas de combate e estratégias de sobrevivência. 
Não que eu tenha nada contra quem vê esse tipo de programas, apenas não venham puxar assunto sobre isso comigo ou não me apontem o dedo de "granda geek, só quer saber de jogos de pc, falar de política, séries e de coisas da II guerra mundial.". 
Para terminar, redes sociais, uso-as para manter contacto com conhecidos, discutir tópicos importantes da faculdade nos grupos criados para esse efeito e me divertir um bocado, desapegar do stress do dia a dia e manter contacto com pessoas de países diferentes, culturas e visões diferentes porque sempre relacionei a vida com uma aprendizagem contínua. Parem de usar as redes para meter conversas com segundas intenções, sério, ou pelo menos deixo já aqui escrito que o parem de fazer comigo. Gosto de conversar com pessoas novas, conhecer novas visões, falar de vários assuntos interessantes e confesso, adoro quando a outra pessoa joga o mesmo jogo que eu ou vê alguma série, sei lá, é um bocado para isso que as redes servem, para desenrolar até as pessoas se conhecerem. 
A cada coro dado há uma mensagem que não tem resposta, dizem os entendidos. 











segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

14 Fevereiro.

Sabes quantas vezes desejei ter um coração de gelo e poder tirá-lo do peito quando já não aguentasse as dores que ele dá? 
O amor é muito bonito até começar a dar trabalho, até as discussões serem mais que constantes e veres que os dois já não caminham ao mesmo passo porque as coisas começam a ser cada vez mais difíceis de ultrapassar. Nessa altura até apetece voltar à vida de solteira, deixar as coisas ir ao fundo do poço e entregar à vida boémia de novo. Mas não consigo.
Por mais que tente, não consigo.
Sabes porquê? Porque no fundo eu sei que só temos que remar mais forte contra a corrente. Porque desistir não está nos planos, mas.. principalmente porque te amo como nunca amei ninguém.  
Se tiver mesmo que te deixar ir, quero ter a certeza que tentamos de tudo antes de ser forçada a te esquecer. 

p.s: És um idiota. 


I only play frost in W.O.W 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Hoje é para ti.

Já não publico aqui há bastante tempo, embora textos escritos e perdidos no meio dos apontamentos da faculdade não faltem. Para hoje tinha decidido com vários dias de antecedência escrever uma mensagem bem positiva, mas como o destino tem as suas partidas talvez isso não seja bem possível, mas vou tentar dar o meu melhor. 

Tu.
Hoje é tudo sobre ti. 
Isto hoje é para ti.
Um obrigada.
Do fundo do meu coração, obrigada. 
365 dias como não houve igual.
Tantas horas de conversas, assuntos sérios e até segredos de Estado.
Tantos sorrisos junto a ti, tantos rolos de filmes e horas de gameplay. Gargalhadas e coisas doces. Sonhos e ambições. 

A lista de Schindler foi o primeiro filme que vimos juntos. Ficaste quase 20 minutos calado. O teu silêncio cortou-me a garganta e só depois percebi que se devia ao respeito que tens, tal como eu, pelo marco que o filme simboliza.

És uma pessoa inteligente e tenho a certeza que vais vingar. 

Lembro-me como se fosse ontem a primeira vez que falamos, nossa como o tempo passa, sempre discreto, mas um verdadeiro diamante por lapidar. A paixão pelo Benfica saltou logo à vista. Papamos uma temporada inteira de Digimon. Patamon?. O teu gosto musical seduziu-me. Tal como o toque da tua guitarra. A paixão com que falavas do teu jogo favorito deu-me sorrisos profundos. "O meu sonho é que um dia fales de mim como falas do WOW". Sussurrei vezes sem conta. Entrei no teu mundo para te fazer a vontade. Hoje jogo tanto como tu. Não tão bem, mas para lá vamos. 

E as nossas birrinhas? Não vamos esquecê-las. Pedir para me acordares de 10 em 10 minutos durante horas. Ficar amuada porque passaste o Tomb Raider Legend em dois dias quando fiquei encalhada num boss. E culpar-te disso. Melgar-te a cabeça para cortares a barba quando no fundo até gostava de a ver. "Mas pica".

Pedir-te mimos no meio das Raids. Ficar chateada quando a Horde me matava e o meu guerreiro não ia recuperar a honra da donzela. As vezes em que a distância ganhou a melhor. E se ganhou.
E as vezes em que brigamos por causa do "manda tu o link" "não, manda tu" "porra, sempre eu"?. Os festivais de Hardstyle que apesar de nunca seres contra, ficavas inseguro? Tu sabes que só tu me preenches


Não foi tudo perfeito, nem tu nem eu somos perfeitos, mas com a nossa imperfeição nos fomos ajustando até ficar algo bastante próximo da perfeição. Os teus vícios e os meus completaram-se de tal maneira que tu passaste a ser um deles. Sem dúvida nenhuma. O meu favorito. Melhor que chocolate. Melhor do que qualquer chocolate. Até mesmo o Kinder Bueno. 


Foste durante todo esse tempo a razão maior do meu sorriso. Agradeço-te por isso. Fizeste-me acreditar de novo. Juntaste as peças de um coração estilhaçado. 

Hoje é tudo sobre ti.

Devia ser sobre nós
Obrigada, Alma Gémea
Do fundo do meu coração, obrigada.


Babu. Mabuh.







segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ciclos da vida

Sabem o que acho mais "engraçado" sobre a vida? É que ela sempre arranja uma forma ou uma maneira de chegar onde é suposto, mesmo que ás vezes onde ela nos leve não seja onde nós queríamos chegar, basta um pequeno "empurrão", a chamada "luta" para tudo mudar e sermos para lá encaminhados. 
A minha já deu tantas voltas, autênticos labirintos, muitos becos que eu achava sem saída que acabaram por dar uma volta de 180 graus. 
Isto não é um diário, muito longe disso, para quererem saber da minha vida já tenho pessoas que cheguem no meu circulo fora da internet, longe de mim dar-lhes o prazer de encontrar tudo detalhado numa página pessoal (e mesmo assim já divulgo demais, tal como 99% da população que possui facebook e instagram). 
Ainda assim, faculdade. 
A minha vida académica iniciou à praticamente 8 anos atrás, é, já passou quase uma década e dois cursos superiores. Enfermagem sempre foi um apontar de dedo e uma imposição dos meus pais, porque não havia muita mais escolha a fazer e a média não chegava (felizmente) para medicina. Entrei na esperança de lhe ganhar o gosto, sabem como as chicletes azuis de menta que no inicio são ásperas e depois ficam doces? Isso quase que aconteceu, mas por diversos motivos o sabor doce durou muito pouco tempo. Não é que não tivesse jeito ou que não me safasse naquilo, simplesmente não era o que estava destinada a fazer, não era ali que esperava ficar até à idade da reforma, faltava algo. Terminei para agradar os meus pais, mas não se esforcem por lhes mostrar isso, eles sabem. 
Voltar para o Superior não foi fácil, em nenhuma medida, mudar de cidade, amigos, caras conhecidas e convencer os meus pais (um deles vá) não foi muito fácil. 
Faz 3 anos que me mudei de malas e bagagens para Braga, decidida que iria ser só o primeiro ano e depois me mudava para o Porto ou de volta para Lisboa, mas fui ficando por estar mais perto dos meus pais, dos meus novos amigos e colegas de curso e também porque a Instituição que escolhi se verificou bem melhor do que qualquer outra onde já andei, em todo o aspecto, embora também ache que assim o deve ser, uma vez que se trata de uma Universidade privada. Já sei e imagino o que podem estar a pensar "os alunos da privada compram as notas", "na privada é mais fácil", "blábláblá", não me faz espécie, a quem pensa assim só tenho uma coisa a dizer "informem-se" mas adorava de facto que fosse assim, tinha a vida facilitada, o que não tive, nem tenho. 
Neste momento estou na recta final, parece mesmo que foi ontem que entrei no salão da Faculdade de Ciências Sociais (na altura ainda era, agora a de Filosofia e de CS pertencem a uma só: Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais), falei com duas açorianas e uma madeirense, as únicas a chegar 10 minutos antes da suposta recepção e prontamente descobri que nem estariam no meu curso, mas a amizade ficou ali travada e mais tarde desenvolvida. Naquele dia, 24 de Setembro de 2012, a sala principal da Faculdade de Ciências Sociais estava lotada de caloiros, e eu procurava a franco custo ver alguém que falasse de "CC" (Ciências da Comunicação) para entender quem iriam ser os meus colegas de curso, mas não ouvi nem vi ninguém. No mesmo dia começou a praxe e foi precisamente aí em que conheci a maioria, tudo assustado, sem fazer a mínima ideia ao que ia, todos com as testas pintadas com CC a percorrer a cidade de Braga, enquanto meia dúzia de traçados gritam bem alto "BICHO NÃO OLHA E NÃO RESPIRA", senti-me estúpida, principalmente porque já tinha passado por tudo isso e já tinha estado do lado dos traçados... mas novas Universidades indicam provas antigas ou praxe nova.  A praxe não durou muito tempo, chateei-me depressa, pelos motivos que quem lá estava sabe.
As amizades que levo desta jornada e o conhecimento que adquiri valeram a pena todo o esforço que ficou para trás, a quem tenho muito que agradecer aos meus pais, amigos e Babu que sempre me aturaram, em todas as horas, até naquelas em que a vontade deles seria de não dizerem mais nada.
Avizinham-se prazos de entrega, e já sinto o tremor na barriguinha de começar tudo de novo, principalmente a parte de Universidade nova, ambiente novo! Mas primeiro que venham a nota de estágio e os resultados das inscrições ao Mestrado e Pós. Já faltou mais. 
CC um dia, CC até morrer!!





quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

It's been a while..

Já à algum tempo que não escrevo aqui, confesso, sinto uma certa saudade de quando o fazia com mais regularidade, mas ultimamente o tempo não tem sido muito. Entrámos em 2015 há precisamente 28 dias (parece que foi ontem e já passou quase um mês), as promessas de ano Novo até agora tem sido cumpridas, algumas com mais reticências que outras, claro.. 
O semestre está quase a terminar, faltam apenas algumas exames e trabalhos, está quase a começar o último (espero) semestre na faculdade, mas não sei se isso me aflige ou acalma, estou naquela fase que não sei no que isto vai dar daqui para a frente...veremos. 
Há dois anos atrás, estava feliz, apaixonada, a ficar completamente vidrada em alguém.. No ano passado por esta altura estava destroçada.. finais acontecem. Costuma-se dizer que todos os inícios tem um fim e todos os finais tiveram o seu início e não podemos julgar um pelo outro. O final não pode matar o início e o início não pode iludir o final, se é que me faço entender. A mágoa foi embora, ficaram as lembranças, as memórias e os pensamentos alegres e que bom que é sentir isso assim! Hoje sinto-me feliz, cada vez mais entrelaçada, sinto que estou no caminho certo e espero de facto estar. Vá, mais uns metros e estamos no final da partida e no inicio de uma nova corrida :) 














A tua pancada é muito parecida com a minha. Babu. :3

sábado, 6 de dezembro de 2014

No meio das entrelinhas.

Definir-me é limitar-me, ou pelo menos é o que a palavra indica, ainda assim.. o maior desafio é definir-me.. considero-me uma pessoa complexa (como tantas outras), mas vou deixar a linha correr e ver no que dá.
Quem sou eu? O meu nome já todos o sabem, pelo menos o primeiro e o do meio.. sou Alemã, original da mítica cidade de Munique, mas a cidade onde mora o meu coração é Colónia. Cidades de rivalidade e beleza bem assente. Uma contradição por si só. Atravessei nos caminhos de Portugal à precisamente 10 anos, num dia solarento de Outubro de forma definitiva, já cá tinha estado. País pequeno à beira mar plantado que tem muito mais a mostrar do que lá fora se imagina, apaixonei-me aqui, fiz amigos incríveis, apanhei das melhores ondas, ri, chorei, saltei, nos melhores anos da minha vida. Fiz escolhas erradas, já me magoaram e acabei magoando também, mas também já tomei as decisões certas. O meu avô deixou-me um mandamento que planeio usá-lo sempre e para sempre: "Não desistir de nada até que deixe de ser possível.", não é cliché, até podia ser, mas não é. Tirei enfermagem, no entanto as coisas apesar da motivação não estavam muito bem encaminhadas e antes que ficasse presa num emprego que não gosto, voltei a estudar. Pode dar errado? Pode, mas "não desistir até deixar de ser possível", vale uma chance né?.

Sou uma pessoa de 8 ou 80.. ou amo, ou odeio.. meio termo cansa, nunca gostei de fingir que algo me agrada quando não é verdade, não passo fretes, aguento o que tenho que aguentar, mas não vou fingir que gosto de alguém só porque sim. Pancadinhas nas costas e facas afiadas nunca fizeram muito o meu estilo, se determinada pessoa me irrita eu não vou fingir que gosto, não funciona assim comigo. 
Futebol. Para alguns é um desporto, para outros um fanatismo, para mim se lhe associar-mos o SLB é uma paixão (com um pouco de fanatismo sim, mas sem exagerar, cegueira não faz bem parte do reportório), quem me conhece sabe o quanto sou intensa nesse tópico, faz parte do meu ser. Há coisas que não se substituem, como as idas ao estádio, as amizades que se fazem no estádio, até mesmo os dissabores que já se passaram, tudo faz parte, tudo isto é futebol. 
Livros. Aglomerados de folhas com letras grandes, pequenas, adormentadas ou simples, grandes títulos e grandes descrições ou apenas fotos que valem mais que mil palavras. Para algumas pessoas são bons para decorar e ganhar pó, para mim são bons para gastar uma tarde em que me quero refugiar do mundo, ou num dia em que preciso de inspiração. Sempre respeitei os livros, doutores de conhecimentos sem fim, medicinais em certo ponto, fazem-nos sonhar e aprender de uma forma que mais nada no mundo consegue. Na minha casa, qualquer canto é espaço para um livro e são dos temas mais variados possíveis, desde os de medicina até aos de aventuras e romances, passando pelos de culinária. Livros. Aglomerados de saber.. Medicina para os sentimentos.
Séries, fotos e filmes. A maioria é baseada em livros, logo é como se dessem uma cara ao que leio, livros em movimento! Cinema é uma grande paixão, tal como o fotojornalismo e as fotos antigas, é uma maneira avançada de contas histórias, é dar movimento ao papel, à ideia, ao criativo! Fotografia é uma paixão seja de que lado for da objectiva, gosto de ambos os lados.  
Tatuagens, piercings. "A sociedade nananana", Quero lá saber, eu cumpro 99% das regras a que a sociedade obriga, essa acho uma estupidez cumprir. Faço, tenho, cultivo porque gosto e porque quero, isso não faz de mim menos humana, menos pessoa ou menos capaz de desempenhar seja lá que função for. Preconceito é estupidez. Adoro body arte, blame me for that :) tenho 3 tatuagens e 12 piercings. Fazem parte da minha história.
Maquilhagem, roupa. Sou mulher, o que por si só já cultiva (na maior parte das vezes) um sentido apurado neste tipo de coisas, mas para além disso, sempre gostei de me cuidar, de me vestir e de me maquilhar para sair. Não é por me mostrar mais, mas sim porque é como me sinto bem. As mulheres da minha família são praticamente todas assim ahahah vai ver e é genético :p 
Cozinhar. Por acaso desde que moro sozinha e se tornou parte do meu dia a dia que cada vez gosto mais de passar tempo entre panelas e tachos xD
Natação. Na secundária fazia competição e em Cascais tem uma piscina onde passava a vida, tudo era razão para nadar um bocado, alivia o corpo e a mente. 

Música. Hardcore. Hardstyle. Rock. tem um cantinho reservado na minha vida, cada música transmite um estado de espírito diferente e serve para um problema ou inspiração diferente. Estudo com música, danço (óbvio ahah), vibro, penso, leio, reflicto, musica é um bem necessário. Nunca saio de casa sem três coisas: telemóvel, chaves e..iPod.. porque a música é parte do meu dia-a-dia. Os festivais são as melhores coisinhas desta vida, das melhores mesmo, só vivendo é que se vê, incrível a quantidade de pessoas e culturas diferentes que se vê e conhece num só dia. 

Basicamente é isto, tenho muitas paixões que não falei aqui, porque se for escrever tudo perde a novidade né? E há coisas que uma pessoa só conhece quando conhece as reacções da pessoa. Não sou melhor que ninguém, pelo menos não me considero superior em nada, embora haja mentes vazias em que claramente essa perspectiva se sobressaí, mas isso é uma característica humana, todos pensamos assim, para bem ou para o mal. Tenho os meus traços de personalidade, alguns dos quais juro que desejava não ter, como ser boazinha demais em muitas situações e as pessoas se aproveitarem disso.. ou tentar sempre ser o mais simpática possível e depois as pessoas terem a ideia que podem fazer comigo o que querem, e nessa altura tenho que ser azeda para mostrar que não é bem assim. Sou como sou, tenho os meus traços, a minha maneira de ser e de agir. Os anos passam, alguns mudam, outros ficam, mas continuo eu. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Apenas um desabafo.

Os últimos dias não têm sido fáceis, parece que há sempre algo à espreita pronto para me deitar abaixo. Muitas vezes transpareço a imagem de mulher de armas, mas nem sempre é assim, por vezes sou apenas uma menina que sofre e chora amarrada à almofada como tantas outras. 
Contei a duas pessoas o que se passou comigo, qual a tal razão que tanto me tem deixado assim. Levei com julgamentos da parte de ambas, como se eu fosse ingénua e completamente tonta para cair nesse erro novamente. Não concordo. Não concordo de todo. Fico a pensar se realmente entenderam a essência do "problema" que me deixou assim, ou se realmente a sociedade anda a retratar os que sofrem de "ah, já sabias que ia ser assim, ingénua", "devias criar mais defesas" (mais defesas? eu? mais defesas? daqui a nada fico em aço.). 
Há uns tempos atrás o meu pai foi burlado pelo sistema de um banco (não vou referir qual) que teve uma fuga de informações e alguém se aproveitou dessa mesma situação. O meu pai é das pessoas mais inteligentes que eu conheço, homem dos 7 ofícios, culto, desconfiado e pensa muitas vezes antes de fazer qualquer tipo de negócio, ou seja é extremamente terra a terra. Quando se verificou que realmente tinha sido vítima de burla, vi realmente a mesma reacção por parte de amigos dele e familiares.. como se ele tivesse "caído" por querer, ou seja, a vítima é "burra" e quem fez o crime era "inteligente" que trolou o "coitadinho" e ainda levou algum dinheiro. Pergunto-me, que caminho é este para onde vamos? Percebam a essência do problema antes do julgamento, não fica bem, não é bom de ouvir e alguém está a sofrer.






sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Catrapum.

Acendo o cigarro.. levo-o aos lábios, sinto um ardor por dentro, já não pegava em nenhum há meses. Sei bem que não está certo, mas é a mim que mata. Sou eu que faço as minhas decisões. 
Há mais coisas que matam e não tenho qualquer decisão sobre elas.

As vossas discussões são uma delas, matam-me. Imaginam quantas vezes apertei a cara contra a almofada em lágrimas por vos ouvir discutir? Sim, eu sei, parece coisa de pita de 15 anos.. mas ainda hoje doí. Ignoro para não dar a importância que realmente tem para mim. Na realidade, custa-me estar longe de "casa" e quando tenho esse pedaço de "lar" sei que tudo está a desmoronar à minha volta. Parem com isso. Sério.


Chega um altura em que é necessário parar e ver se realmente vale a pena. Sim, ver se vale a pena faz parte. 




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Síndrome de imortalidade

Um momento, um segundo, tudo pára, tudo muda. Tudo vai e não tem volta. 
As pessoas vivem como se fossem viver para sempre,como que nada tivesse um fim. Logicamente estão erradas desde o inicio. O medo da morte é necessário: só assim é que damos mergulhos de cabeça e enfrentamos os nossos medos, só assim nos motivamos a ir trabalhar e construir uma família porque "owww o relógio não pára!". O truque é esquecer por breves momentos que somos feitos de carne e viver um dia de cada vez, dando o nosso máximo em cada desafio. "Porquê breves momentos?" Fácil, quando as pessoas se esquecem que são seres mortais, o orgulho, a mentira, a falsidade reinam. 
Lembras-te daquela discussão que te fez  perder um amigo importante e nunca mais se falaram? Aquele conflito familiar? Aquela confusão? Não vives para sempre, resolve isso, dá o braço a torcer, esquece o ódio. Não! Não te estou a dizer para correres tudo a perdão e abraçares quem te apunhalou pelas costas, mas deixa a raiva, esquece a vingança [karma is a bitch, ele resolve], perdoa os importantes e ignora os despresíveis, mas não te dês a trabalhos.  A vida é curta.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Consciência Natural.

O mundo é uma máquina que precisa de uma afinação e mudança constante, é um aglomerado de equações e problemas à qual vamos dando a nossa resposta ou agravando ainda mais as questões que nos são colocadas, porque nem sempre acertamos. 
A Humanidade vai acabar por se destruir a ela própria, graças à pouca e mínima gestão dos recursos naturais que temos disponíveis, temos a mania de nos achar superiores ás outras raças mas ainda vamos acabar por ser os culpados da extinção da vida na terra. A menos claro que acordemos deste sonho encantado de que tudo que a Terra nos dá é eterno e interminável, a menos claro que passemos a ter uma atitude mais responsável para com o planeta que chama-mos casa! Pequenos gestos fazem uma diferença enorme, somos 7 mil milhões, se todos adoptar-mos uma atitude consciente o mundo tem mais chance de se garantir sustentável por mais anos e atingir mais gerações futuras. 
Como sabemos que não vamos viver para sempre, gastámos como se o futuro não dependesse dos nossos actos, pois bem, dependem e muito. 
Atitudes conscientes é o necessário.


sábado, 17 de maio de 2014

Somos RAÇA, somos Benfica <3














Tudo pronto. Família Benfiquista na minha sala de estar com a mesa recheada de pizzas caseiras, sumos, cerveja e vodka. Tudo vestido a rigor, até a bracarense estava trajada à Benfica! Na minha cabeça só tinha um pensamento "Vamos ganhar isto! ELES merecem ganhar e NÓS também!".

O jogo foi avançando, o tempo passando e as minhas unhas desaparecendo. O símbolo do Benfica do meu cachecol apertado contra os meus lábios, os nervos à flor da pele, os gritos das falhas, o "É PENALTI CARALHO!" gritado três vezes por todos, os amarelos por assinalar, os gestos de frustração contra o árbitro... a emoção à flor da pele, já sofria por antecipação, só ouvia "Calma Ké, eles marcam, calma!" e isto só me enervava mais.

Prolongamento. O pessoal já fervia, já estávamos por tudo, o Jesus estourado, o Vieira nervoso, os jogadores desfeitos e a família Benfiquista já tinha o coração fora do peito!

A minha colega de casa (Sportinguista) e o namorado (Benfiquista) juntaram-se ao grupo nervoso, os dois a gritarem como nós palavras de apoio para a equipa e a nos tentarem acalmar "Vamos lá pah, acalmem o nervo, eles marcam, este ano é nossa!! Vai tudo para aeroporto Ké, tudo para Lisboa, é ter calma, ainda te dá um ataque!!". Eu já estava da cor da camisola, vermelha e super nervosa.

Odeio PENALTIS, são imprevisíveis e o medo de falhar deixa os jogadores atordoados. O Beto defende quase em cima dos jogadores, mas ninguém viu, é tudo válido e a taça... não era nossa. Eu estava ao telefone com  SUPER Benfiquista a ver os penaltis, mal acabou desligamos a chamada com poucas ou nenhumas despedidas.

O árbitro apita, eu levanto-me, dirijo-me aos presentes de lágrimas nos olhos "Desculpem" e apago a tv. Recebo abraços e tentativas de apagar a dor que ardeu e ainda arde cá dentro. Estavamos todos de rastos. Havia maneiras de sofrer para todos os gostos. Afoguei-me contra o cachecol e a almofada, em lágrimas e assim fiquei por largos minutos, em silêncio.

A família estava unida e de luto. O meu telemóvel não parava de tocar e vibrar carregado de veneno dos anti. Lamento, apaguei tudo sem ler, não quero perder amigos e certamente que os perdia se lê-se. E não, não é azia, isso têm vocês que este ano não levam nada, zerinho, é a dor aguda no peito porque o melhor em campo não trouxe a taça! Porque a vitória espanhola não foi justa, se o fosse eu seria a primeira a admitir! Jogámos que nos fartámos, perdemos na lotaria com uma arbitragem escandalosa! Ganharam sem HONRA!

Amo a minha equipa, idolatro as minhas cores e os jogadores foram enormes, por isso, com ou sem o terceiro título (taça de Portugal) este ano vou tornar-me sócia (isto porque estava apostado que se o SLB ganhasse três títulos este ano, eu inscrevia-me a sócia).

O tempo não volta, mas não se esqueçam, NÓS CHEGAMOS LÁ!

Domingo é para ganhar! Quero full house ;)


Família, estamos juntos! 


sexta-feira, 9 de maio de 2014

A ti que és finalista..


Parabéns! :)


Estou a escrever este texto a pensar não num finalista, mas nos milhares que este ano trajam pela "última" vez mas que sempre vão levar a Academia no coração! Muitos destes milhares de estudantes estiveram privados das suas moradas de coração durante meses a fio e no início da sua jornada académica sofreram inúmeras adaptações e desafios, para além da Academia levam ainda uma nova morada eterna no coração! 
Numa altura em que os media atacam à força toda as Universidades e tradições da vida académica, subam os vossos diplomas o mais alto possível e orgulhem-se desse feito, porque das propinas eles não vão falar, o vosso/nosso suor eles não vão mencionar. Isso não vende. Os sacrifícios que os nossos pais fazem para pagar as propinas todas os meses ninguém vai falar, as noites sem dormir na semana de exames também ninguém vai mencionar, mas das praxes e exageros das semanas académicas vão fazer disso capa. Ignorem. Orgulhem-se do vosso feito. 
Parabéns, daqui para a frente espero que tenham o sucesso que todos certamente merecem e que a situação actual do país não vos afecte nas novas jornadas que por aí vêm. Para o ano espero ser eu uma finalista orgulhosa [novamente]  :*

Deixo aqui uma saudação a todos os finalistas que este ano me deixam orgulhosa :*




terça-feira, 6 de maio de 2014

"É ferida que doí e não se sente"

Um... dois.. três murros no saco de boxe e a raiva vai aumentando, quando atinge o pico já me doem as mãos... as lágrimas escorrem pelo rosto e envolvem-se no suor, desejo que ninguém repare nelas mas é tarde demais. Felizmente quem repara não tece nenhum comentário e eu continuo a bater com as mãos, com os punhos a doer mas sem parar na mesma porque apesar da dor, no fundo sabe-me bem. As lágrimas eram fruto da dor aguda que sentia, mas quem dera que fosse da dor de músculos e articulações, não, eram daquele mal que não passa com medicina, só com o tempo mesmo. Phones nos ouvidos e a música a gritar-me na mente, só me dá mais força para bater, mais energia.
Apesar da minha vida estar a melhor significativamente em vários campos, noutros parece que estagnou e não avança, ou então só recua. Este mês vai exigir muito de mim, mas quando ele terminar, espero voltar ao mesmo saco de boxe e as dores que sinta sejam apenas as físicas e aquelas que deixam os dedos inchados dos golpes mal dados. 

sábado, 3 de maio de 2014

Há dias assim.


Há dias em que me sinto um caco, nada dá com nada, tudo está errado, nada dá certo e por defeito acabo por afastar as pessoas, aliás, pior, acabo por empurrar as pessoas que se preocupam comigo. É fácil saber o motivo, não gosto de explicar, odeio ter que explicar os motivos para não estar bem. Não é por não confiar, mas sim por saber que não vai adiantar de nada porque ninguém vai entender e vou receber a típica resposta "o tempo cura tudo" ou a típica "não devias ficar assim". O tempo passa, mas demora ok? e a cena de que não devia estar assim já eu sei! 



"Sou como a fénix, hoje baixo a cabeça e vou a cinzas, amanhã renasço em força."



Agora é pegar na máquina fotográfica e ir lavar a Alma :)






























sábado, 26 de abril de 2014

Ela.

Ela chorava como uma bebé amarrada à almofada quando se lembrava dele... dos momentos com ele... dos momentos deles. O desejo de gritar por ele consumia-a, de tal maneira que ela já nem se levantava. De tal maneira que a faculdade já lhe sentia saudades e os colegas/amigos de faculdade entupiam-lhe o telemóvel com SMS's e chamadas de preocupação. Ela limpava as lágrimas, fingia sorrisos, atendia as chamadas e dizia que estava tudo bem. Os amigos não acreditaram nisso, os verdadeiros não. Tocaram-lhe à campainha, exigiam a verdade, queriam saber os motivos para ela ficar sozinha daquela maneira. Eles tinham medo por ela. Medo que ela se perdesse. Confrontada com a verdade ela foi obrigada a abrir a alma para eles. E ainda bem. Ainda bem que a abriu. Eles e o tempo colaram as peças. Ela já se sente quase inteira. Praticamente inteira. Ela ainda chora agarrada à almofada, mas só quando se lembra do avô, ou quando escassamente e por breves segundos se lembra D'le.

Quando me perguntam se prefiro um grande amor a uma grande amizade a minha resposta é mais que óbvia : uma grande amizade. Já assim o fiz. 
Não escolhemos como nos apaixonamos, nem por quem nos apaixonamos e mais importante, não escolhemos a duração que esse amor vai ter. Provavelmente todos nós iamos desejar que esse amor, esse tal "perfeito" ficasse para sempre, mas basta de ilusão, não fica. Não se não lutarmos por ele e a cada dia o cultivar-mos e parar-mos de dar as pessoas como garantidas! Nada é garantido! O amor é como uma flor, rega-se todos os dias. Toques de romantismo, sexo, malícia, dor, prazer, ciúme, força, vontade, ironia, isso tudo são os ingredientes do amor e cabe a cada um de nós conseguir aguentar e anular os defeitos do nosso parceiro. Quando ele (amor) acaba ou quando as pessoas abdicam dele para sua felicidade (sim, o amor dá trabalho, um trabalho tão brutal que poucos aguentam) é preciso alguém para juntar as peças que ele deixa soltas, e quem se dá a esse trabalho? Os verdadeiros, os verdadeiros amigos. 
É mais fácil passar de amizade a amor do que amor a amizade.

Nós mulheres não temos a mania de meter os homens perfeitos na friendzone, nós temos é medo de perder um grande ombro e dali a uns meses estar-mos a dizer "O cabrão do meu ex...".










































Ela vai ser feliz e só deseja que ele também o seja. 
Juntos ou separados. Separados ou juntos.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Importar para sofrer? Liberdade por favor.

Tenho esta mania de menina de sorrir quando não estou bem, talvez para camuflar o sufoco que sinto por dentro ou então porque simplesmente não quero explicar para ninguém os meus motivos. Odeio explicar motivos. A maioria das pessoas não os entende. A outra parte pede-me para ter calma. Bolas, eu não gosto de ter calma, não quando estou a sorrir para tentar esquecer. Não, principalmente quando estou a evitar cair no poço. Deixem-me fingir que "domino" o mundo sem chorar, deixem-se fingir que está tudo bem, deixe-me evitar mostrar que estou mal! Deixem simplesmente..
Não há pior luta do que aquela em que nós somos o nosso próprio inimigo, aquela luta em que o coração luta com o cérebro para ver quem ganha! Aquela luta que já todos conhecemos pelo menos uma vez, se nunca a conheces-te, então.. tens sorte. 
Hoje tracei um objectivo, deixar de me importar. As pessoas são muito mais felizes quando não se importam. Importar dá trabalho. Já Fernando Pessoa o dizia, a dor de pensar era um problema. A dor de se importar era um problema. Mas não, não quero virar ignorante, só quero deixar de me importar com aquilo que já não me devia importar! Aquelas memórias.. aqueles sentimentos do passado. Esse é o meu objectivo, afinal quero reservar as lágrimas para os momentos que realmente importam, no futuro e sobre o futuro. 


Ninguém dá passos em frente quando continua a se importar com o passado. Nem faz sentido algum.
Se o passado se importasse comigo.. mas não se importa (NUNCA se importa!)

Abreijos.  

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Poderoso veneno.

Amor, uma palavra com 4 letras mas que provoca um estado psicológico único.. Há quem o compare a uma droga ou a uma cegueira, eu apenas o refiro como algo que não é possível definir porque ele aparece sem avisar e pelo menos no meu caso tem a mania absurda de me deixar o coração aos pedaços. O sacaninha faz tanta falta que quando desaparece as pessoas congelam como blocos de gelo, fecham as portas da mente a qualquer pessoa que tente entrar e evitam mencionar que têm coração. O amor cura, a ausência dele mata e a ilusão de que ele dura para sempre destrói.
Quando se agarra essa semente rara da vida o melhor é cultivá-la o melhor que se conseguir. Como é que se sabe se é verdadeiro? A mente humana é uma coisa... Nunca sabes. 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sabes.

O desejo comanda a vida, ai se não comanda ! A força dele é que faz vibrar as cordas do mundo e dá cor ás coisas boas da vida.
Ela estava confusa, as coisas entre eles terminaram de uma maneira tão confusa e sem sabor, nem dava muito bem para entender a história, quando combinaram encontrar-se para conversar ela hesitou, mas acabou por concordar. Mau também não podia ser, ela já tinha sofrido tanto. 
O relógio marcava as 22 da noite e ela tremia em todo o seu interior, no fundo ela tinha medo de voltar a vê-lo e que todo aquele sentimento a consumisse, ele já a tinha magoado tanto, mas calma eles iam só conversar e cada um voltava para a sua vida após isso. Ele entrou no carro, deu boa noite do seu jeito tímido e ao mesmo tempo nervoso e ela retribuiu mas nem lhe olhou nos olhos. Sentia os olhos a arder como chamas, estava a conduzir e apertar o acelerador a fundo. Dos seus olhos caiam águas de mil torneiras e começava a soluçar, ele meteu-lhe as mãos ao volante e pediu-lhe que reduzisse e parasse para conversarem... Ela não queria encara-lo, só conseguia chorar, mas aos poucos foi soltando o acelerador até parar o carro completamente. Ficou presa ao volante uns segundos até levamente olhar para ele. Estava pálido, completamente branco e tentava justificar o que aconteceu para o amor perfeito dos dois ter acabado, mas sem grande sucesso. Ela estava lavada em lágrimas que lhe corriam o rosto caindo dos seus olhos extra vermelhos. Com uma força bruta ela saltou para cima dele, sentou-se no seu colo e deu-lhe dois estalos, fortes, muito fortes, tão violentos que o estalar foi altissimo e ele ficou com a cara marcada. Logo depois ela abraçou-se ao seu colo a chorar todas as mágoas enquanto ele furioso a tentava acalmar e deixava escapar uma e outra lágrima. Estiveram assim uns minutos, até ela o olhar nos olhos, ambos molhados e encarnados e se beijarem mutuamente, beijaram-se como se fosse o último beijo. A roupa começou a cair e os vidros a embaciar... O desejo comanda a vida... E o amor?...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

É por isto que eu sou BENFICA.

Não falava português nem imaginava que alguma vez viesse a falar, mas já dizia "Benfica" quando na brincadeira me perguntavam qual era o meu clube. Eu era do Benfica ainda que na minha pequenez pouco entendesse do assunto. Na casa do meu avô havia (e há) cachecóis e símbolos do grande por todo lado, o Rei Eusébio senta-se connosco à mesa, através de um quadro antigo na parede da sala de jantar. Na antiga e velhinha carrinha Volkswagen do meu avô (pão de forma) havia uma mini-camisola do equipamento oficial do Benfica pendurada no espelho retrovisor. Naquela casa desde sempre se respirou Benfica (e respira). Eu era (e ainda sou ahah) a menina dos olhos do meu avô, passava horas com ele na sala grande a ver os jogos das antigas (e novas) vitórias do glorioso, ele passou-me esse testemunho, o testemunho de ser BENFIQUISTA. 
Sempre gostei de futebol, tenho uma irmão mais velho que me "picava" para ver os jogos do Colónia e do Bayern M. (da qual sou sócia desde que nasci devido ao fanatismo do meu pai), mas era com o meu avô a ver os jogos do Benfica e a ver a paixão que ele tinha (e tem) para com o clube da luz que o meu coração enchia! Era os jogos que eu mais gostava (e tolerava) ver! Esses pequenos momentos não tem preço! Não mesmo! 
Quando o meu destino traçou Portugal, fui morar para o Porto. A terra rival. Melhor, a cidade do clube rival. Os meus amigos chateavam-me para ir ver o Porto e apostavam que ia gostar do Porto e deixar de ser Benfiquista, "Isso são influências, tu pertences ao dragão" - diziam eles. Não cedi. Não tiveram sucesso. Pouco tempo depois, numa busca pelo passado, fui a Lisboa e pela primeira vez fui ver um jogo à Catedral da Luz. O que senti, não tem explicação, não há palavras que o definam. Senti a alma de milhões e pela primeira vez senti aquilo que o meu avô me tentava traduzir desde pequena! Senti que pertenço ali, no meio de milhares de almas a gritar pelo Benfica! Uma espécie de família. Aquela mística é de cortar a respiração, o cantar do hino faz o coração bombar mais rápido e confesso, ás vezes as lágrimas caem, porque é muito mais que um clube, é muito mais que uma empresa, é um lugar de alma, é uma paixão. 
É por isso que sofro quando vejo jogadores que não jogam pela camisola, ou treinadores que só vêem salário, é por isso que tenho raiva e me doí na alma, porque se trata de mais do que negócio! Trata-se de uma segunda casa!  6 milhões de almas que podem não ter nada em comum que ali, e pelo Benfica, são FAMÍLIA! 
Mata-me quando perdemos, mas mata-me mais quando perdemos sem garra, sem força ou sem LUTA!

Ao meu avô eu devo o Benfica, e no próximo jogo contra o Porto (se tudo der certo) vou levá-lo ao Estádio, só peço ao grande SLB que não se dê por pouco, por mim, por 6 milhões e pelo meu avô que merece essa vitória! O homem que mesmo a milhares de quilómetros de distância, a falar outra língua, conseguiu meter uma pequena menina a gritar a plenos pulmões pelo BENFICA.

<3 Raça, Crer e Ambição
Nós só queremos o Benfica CAMPEÃO!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Portas e Rumos ;)

Portas que se fecham, janelas que se abrem. É sempre assim, o importante é ter esperança, sim, aquela pequena dádiva da vida que não te deixa desistir e que  enquanto a alma o permitir, nada será impossível. Novos "bentos", essa dádiva que no Norte se acentua no "B" [melhor dos sotaques é e será o do NORTE, fica aqui relembrado. De preferência o belo do Portuense (meu ahahahah)...].
A forma como a vida nos fecha portas pode por vezes ser bruta, mas serve para nos lembrar-mos para sermos humildes! A simplicidade com que abre janelas, também tem um propósito, serve para nos lembrar que desistir nunca fez de ninguém NADA. A capacidade dos fortes é saltar dessas janelas, de cabeça se preciso for. 

- "Não te arrependas de nada! Na vida tudo tem uma razão para ter acontecido! TUDO!" - confesso, ouvi-te, ouvi-te tanto! Interiorizei completamente o que disses-te! Alias, se certas coisas não tivessem acontecido, como é que eu tinha chegado até ti? e vice-versa... A tua força comove-me... talvez porque temos "almas" e "garras" parecidas. Tu estás aí, longe deste pequeno mundo, e eu estou aqui, longe do meu pequeno mundo... engraçado o que a vida faz né? Obrigada por cada palavra tua, sempre senti que podia falar de tudo contigo, até daquele assunto que me faz chorar, e tu sabes.. Adoro a maneira como usas a ironia para mostrar o caminho da vida, ahahaha "ás tantas, se isso não tivesse acontecido, não me tinhas conhecido! xDD".
Finalmente, finalmente posso dizer, que já vejo as tais janelas da vida.. essas tais pela qual em algumas delas preciso de me atirar de cabeça sem pensar nos "epá e se?????!" é esquecer os "e se.." e viver o agora! Para já viver Braga intensamente ahahah. Esta vida académica que já falta pouco para terminar, e quem sabe não terminará longe daqui, portanto, bora lá viver este semestre da forma mais intensa possível!!!  
O espírito desta cidade não se vive em mais lado nenhum! Demorei a encaixar por cá, mas agora já considero esta terra como minha também! Vai deixar saudades! Ah se vai... :) 
Quero deixar um agradecimento a todos os meus amigos que me apoiaram (e me estão a apoiar) nesta fase mais negra da minha vida, realmente vocês provaram que tenho os MELHORES DO MUNDO comigo, vocês são os messis e os cr7 da amizade, acreditem!!! (Nem preciso dizer nomes! Só digo que desde a margem Sul, indo para Lisboa, Torres, Óbidos, Setúbal, passando por Coimbra, subindo pela Covilhã, andando até ao Porto, dobrando a grande cidade, furando Viana, vindo por Braga, passando por Barcelona, caminhando por Toulouse,  Paris, passando pela Suiça, chegando à grande Deutschland e depois apanhando um avião até a Liverpool, tenho muitos agradecimentos a dar <33333) AHHHHHHHH e para as Caraíbas, New York, e NYC [Não me esqueci de ti, ahahahahah ]

Vocês são os melhores <3