"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"





Fernando Pessoa

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O melhor de mim, eu devo a ti.

"Acordei" com uma saudade tua, com a força bruta de um vulcão. Saudade do teu sorriso rasgado, do teu abraço sentido, dos teus beijos fofos, das tuas brincadeiras e até mesmo do teu resmungar. Saudades das longas manhãs em que, mesmo em aulas, matavamos tempo na brincadeira um com o outro. Do "gozo" que davas aos textos que escrevia e das vezes que disses-te "estás no curso errado loira, devias estar num curso de letras mulher!". Saudades das vezes em que estavas aqui para mim e eu para ti, sem cobrança, sem qualquer tipo de cobrança. 
Era fácil gostar de ti, com esse teu jeito fantástico de ser, essa maneira de enfrentar a vida com uma positividade que, apesar de realista, era gigante e contagiante! Confesso, esse teu sorriso nas segundas de manhã era irritante..
Fez o mês passado 5 anos que te perdemos para a terra dos que já não regressam, para esse mundo misterioso que ainda ninguém entende mas que todos para lá vamos. O tempo passa e leva as lágrimas, leva a maior parte da mágoa mas deixa por cá a saudade, essa nunca vai embora, nunca desaparece. De todas as saudades, esta, é a do pior tipo, não dá para mandar uma carta nem para viajar para aí, é algo sem retorno, não dá para alterar! 
Partis-te cedo demais, mas iria sempre ser cedo demais, sempre. És (sim és e serás) uma das pessoas mais importantes da minha vida e sem dúvida que foste uma das que mais marcou a minha vida! Prometo, por mais anos que viva, por mais moradas que possa vir a ter e por mais que a vida me mude, irei sempre mostrar e falar ao mundo o teu sorriso e a tua história, a tua pegada neste mundo, no meu mundo.

Saudade, Cedric Magalhães. 21 anos. Irmão por alma. Benfiquista doido. Alfacinha. Viciado em rir e fazer rir. Odiava manhãs. Adorava pequenos-grandes-almoços. Adorava crianças. Doido pela namorada. Fanático pelos amigos. Incrivel com a família. Festivaleiro. Partyrocker. Caloiro do ano. Humano. 


sábado, 22 de março de 2014

Eles.

Estranhos. Desconhecidos.
Afogado de Whisky, estava ele no balcão daquele bar, quase vazio por sinal, a afogar as mágoas. Andava desacreditado que a vida lhe traria alguma sorte, achava-se mais um pobre coitado a quem o destino não dava descanso. Até que ela entrou. Os olhos dele não saiam dela, o que o incomodava profundamente, não queria dar a ideia de pervertido. Ela era linda, mas não era isso que o fazia olhar para ela, era aquela auréola positiva que pairava no ar, como se o sorriso dela iluminasse o bar por completo. Ela sentou-se perto dele, pediu uma vodka com sumo de limão, sorriu na direcção dele, os olhares cruzaram-se em sintonia pela primeira vez e sei lá deu-se um clique. 
Ela piscou-lhe o olho, foi em direcção à porta e ele seguiu-a. Noite cerrada, a ausência de luz era nítida no exterior do bar. Ele aproximou-se dela, beijou-a nos lábios, encostou-a à parede, os corpos tornaram-se num só, fluía uma vontade nítida em ambos com a força de um tornado. A vontade deles era ignorar tudo e entregarem-se ao desejo. Desconhecidos. Completos desconhecidos.


Seria amor? Não era. Não podia ser. 
Era mau? Porque seria? Ambos o queriam.

Momentos, pessoas e circunstâncias.

Pode ser o início de uma história de amor, mas também pode ser um dia com um final engraçado. 
A vida é gira. 

K'k

Quem és tu miúudaa?

Não gosto nada de manhãs. Não tenho nada contra elas, mas a minha cama ama-me, juro. Quando acordo com o despertador do telemóvel, o mais provável é desliga-lo nas primeiras 3 tentativas, ou ignorá-lo... ahah Depois, quando finalmente acordo, preciso de 5 minutos no meu quadrado a olhar para o tecto (e a pensar nas probabilidades remotas e desculpas infinitas para não ir ás aulas... mas na maioria das vezes, acabo por ir ahah), 5 minutos necessários para o mau-humor ir embora AHAH. Sou daquelas pessoas que precisa de tempo de manhã, não abro logo o sorriso, eu diria que são saudades da cama, como já disse, ela ama-me! E eu confesso, o meu sentimento é bem similar ahahah 
Outra coisa gira que acontece é quando alguém me acorda aos berros, geralmente recebe o belo do "Vai-te f*****!" assim, duro e cru, não me julguem, tenho mau humor matinal! AHAH Mas se pelo contrário me acordarem com um ar fofinho e o belo do "amor, levanta-te"...., bem nesse caso, eu não vou acordar. AHAHAH
No entanto, tudo tem solução, até o meu mau humor de manhã, easy: Ligar o Ipod, phones nos ouvidos, e ficar no meu quadrado por 10 minutos. Garanto que ganho logo um sorrisão ^^ 


Mas, não sei porquê, nos dias a seguir ás vitórias do SLB, estou bem disposta de manhã ^^ 


...Ou quanto TU (ui) apareces nos meus sonhos. A menos que ALGUÉM me acorde a meio. Nesse caso, chamem a polícia. AHAH

Kisses K'

quarta-feira, 19 de março de 2014

9ML.

Adorava.. Adorava que na vida real também houvesse um botão para bloquear... Pessoas e sentimentos, mas principalmente sentimentos. Adorava conseguir deixar ir... Agarrar-me assim a outra pessoa e deixar de sentir-me assim.. Mas não consigo. Não consigo mesmo. Eu sei que pareço forte em 90% das situações que ocorrem na minha vida, mas ninguém sabe as lágrimas que a minha almofada conta de noite, nem dos rascunhos que os meus cadernos apanham todos os dias... Tudo parece estar a ir bem até que a memória me traí e o pensamento invade. Há momentos em que a minha vontade é deixar tudo e ir atrás, mas depois lembro-me... Das palavras, das pessoas que estão do meu lado, dos seus conselhos e da facilidade que tiveste em me esquecer. Da facilidade com que me substituís-te. Arde. Doí. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Say something.

Começa o dia, mete a máscara, está tudo bem. Está sempre tudo bem. Sempre bem.
Não não está, não está "sempre" tudo bem. Não está nada bem. 
Está desfeito. Está desfeito em peças. 
Arde. Arde tanto cá dentro.
Magoa. Magoa tanto.
Doí. Doí tanto.
Nem a maior camuflagem supera isso. Nem as melhores festas, e infelizmente, nem as melhores companhias, porque quando estou sozinha, com os meus botões... volta ao mesmo.
Desculpem se não sou nenhuma máquina que apaga sentimentos como se eles fossem feitos de papel. Não apaga nem eles vão embora. 
Sinto-me tão pequena. Tão leve. E não é em tamanho.

1 mês, 3 dias. 

É mais forte que eu.


terça-feira, 4 de março de 2014

Miss you. So much.

Admiro a ironia da vida. Sim, da vida e ela adora, adora dar-nos ironia. Tudo corre mal, depois desistimos porque corre mal e no momento em que o fazemos, a vida dá-nos ironia e começa a correr bem. Confuso? Normal. O meu avô ensinou-me bem. "Lema: Nunca desistir nem que a tua vida dependa disso.", e eu, ingénua, quase que dou um não a esse mandamento e deito tudo para o lixo.
Obrigada avô, por tudo, pelos ensinamentos, pelos "semi-puxões de orelha", pelas palavras e mais importante, pelas acções. Já não estás aqui fisicamente, e bolas, acredita, isso faz-me vir as lágrimas aos olhos, maldita saudade, mas continuas presente! Tanto nos sonhos como na minha vida, em cada acção que me leve a desistir dos meus objectivos, penso em ti. Quando o faço, reflicto e logo penso "waiiiitttt babeeeee, you are doing it wrong! Go back and fight!" 
Penso em ti tantas vezes, mais do que possivelmente devia, ás vezes a rir, outras a chorar, vivo-te
Aquela casa parece tão vazia desde que partis-te, não é a mesma. Nunca mais vai ser a mesma. Porque nunca mais vou entrar aquele portão e ver-te a cuidar dos sapatos aos Domingos "as pessoas precisam deles para ir à missinha das 21 rezar pelo nosso senhor, por ti e por mim". Nunca mais irei contigo lanchar e rir à gargalhada com as primas. Isso nunca mais volta. E doí. Mas não é uma dor má, é uma dor de saudade, é uma dor de memória, é uma dor que prova que tudo foi real, que marcá-mos as pessoas de formas que nem imaginamos quando partimos deste mundo sem retorno. Avô, nós éramos tão diferentes... Eu não acredito em Deus, nem em anjos, nem em qualquer outra coisa parecida e agradeço tanto por tentares mostrar as histórias da Bíblia de uma maneira que alguém com o meu pensamento entendesse sem nunca me forçar a acreditar na fé. Sempre me aceitas-te assim. Aceitavas esta geração "ciência", sem questionar, "ao que Deus não dá resposta, outras coisas darão". O tempo ajuda a aceitar, ajuda a curar, mas nunca vai ajudar a esquecer, e ainda bem. São estas memórias que tenho de ti que me fazem mais forte. São estes retratos que a vida te deu e me passou que me fazem ir em frente todos os dias. Obrigada Avô. Completamente, um enorme Obrigada. 

Finalmente consegui escrever algo, sem desertar, para ti * 



sábado, 1 de março de 2014

Carta para o meu eu.

Tu ainda vais chorar muito, vais.. vais sim, porque vais lembrar e enquanto a memória permitir vais sofrer, ainda que cada vez menos. 
Ao contrário do geral tu não vais conseguir esquecer em 2 semanas, nem em dois meses, vais precisar de tempo. Muito tempo.
Querida, o tempo é altamente, agarra-te a isso, hoje choras, amanhã ris. 
Tira uma,(ou muitas, mas vá apenas uma por agora) lição de tudo isto: não confies nos homens. Eles mentem. "Ah as mulheres também": Baby, tu não és lésbica, para ti apenas eles importam! E eles mentem. Aprende a desconfiar do "amo-te", aprende a desconfiar.. Mas tem cuidado, não deixes fugir o príncipe por causa dos sapos, aprende a confiar desconfiando... Tempo... Cura tudo.


Errei. Errei muito. Mas o tango só se dança a dois.