"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"





Fernando Pessoa

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Consciência

Às vezes ando tão atarefada e chateada com o mundo que nem paro para pensar o quanto sortuda sou, tenho tudo o que preciso e até o que não preciso. Claro, tenho ambições e sonhos que ainda não realizei ou alcancei, mas isso é outra história.Chego a casa, tomo um banho refrescante, sento-me em frente ao computador e penso: tenho os melhores amigos do mundo, vivo uma vida de qualidade acima da média, sou universitária, tenho oportunidade de escolha, tenho uma família fantástica e ás vezes ainda reclamo que falta alguma coisa. Porquê? Porque ás vezes as pessoas falam sem pensar, agem sem meter a mão na consciência. A realidade é que nem toda a gente pode pensar da mesma maneira, somos todos diferentes mas todos temos algo de que nos podemos orgulhar, os amigos, a família...Não me estou a referir aos países subdesenvolvidos, acho que é hora de meter a mão na consciência e verificar que não são apenas eles que passam por dificuldades [embora passem e infelizmente passam por muitas], mas sim pessoas bem próximas de nós, porque apesar de até poder-mos ter pouco somos ricos em alma. 



K'k

segunda-feira, 21 de maio de 2012

melhor amigo

Se a saudade mata-se, eu estava morta, sim na caracterização total da palavra.
Cada dia era uma aventura nova, escondia-se nos sitios mais incríveis da casa só para chamar a atenção, uma mimadinha =P
Realidade, quando estava a fazer trabalhos importantes, atenta a algo ou a tentar fazer algo que precisava muito de atenção ela nao parava quieta, parecia gritar: Vamos brincar, vamos brincar! Larga isso, vamos brincar!
Era fantastico a alegria de uma simples cociguinha ou festinha, ficava radiante, e quando chegava a casa era sempre a primeira a dar as boas vindas, parecia cumprimentar, sempre com grande alegria. Sinto como se soubesse quando nao estava bem, baixava a cabecinha e parecia confortar-me e dizer que tudo ia melhorar, sem falar eu entendia tudo.
Realmente está provado, o cão é o melhor amigo do homem e portanto merece o maior respeito possivel, nao maltratem os animais, eles podem nos dar alegrias e como todos sabemos a internet é um mundo que está repleto de exemplos de caes que salvaram os seus donos, nao os abandonaram na hora da sua morte e percorreram quilometros para alertar que estavam perdidos ou lhes tinha acontecido algo!
Desprezo as pessoas que não tratam bem os animais, penso que são pessoas sem escrúpulos nenhuns que deviam por a mão na consciencia (se é que a têm).

Trata bem os animais e serás recompensado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Histórias da memória.


Típicas historias de criança, as princesas eram sempre belas e ficavam sempre com belos príncipes, e as bruxas eram sempre feias e ficavam sozinhas.
Porque é que isto me intriga? Porque é que ensinamos os pequenos a adorar o que é belo e a ignorar o que é menos belo? De certa forma está errado, muito errado. Adultos sabemos que não se passa assim, ou não deveria, nem sempre uma pessoa feia é uma “bruxa” em personalidade e por vezes as pessoas mais belas são autênticas futilidades.
Tenho noção do que sou, e da personalidade que tenho e sinceramente desgosto quando as pessoas olham para a beleza em vez de olharem para a personalidade… ora eu prefiro que um amigo/amiga me dê a mão quando necessito em vez de me dar elogios, é verdade, é sempre bom recebe-los quando não são abusivos mas se levarmos isso na generalidade é um bocado ingrato em relação a coisas bem mais importantes como a personalidade. Os amigos não se escolhem por beleza, mas sim por personalidade, por jeito, por “amizade”, a própria palavra o indica. Às vezes praticam-se injustiças ao ignorarmos alguém por acharmos que não é suficientemente belo, por vezes as melhores personalidades encontram-se nas pessoas que mais facilmente ignoramos e somos atraídos para personalidades egoístas, fúteis e sem interesse nenhum.
Não escolhas amizades: cor, beleza, inteligência, popularidade, por vezes são autênticos entraves.
Cumps K’

quinta-feira, 5 de abril de 2012

And about now?

Estou ao som de "Glad you came" são 05:27 da manhã e está difícil de o sono aparecer, então a minha cabeça começou a ter partidas...
Sabes aquele estranho momento em que o passado te bate á porta? Com a proposta tentadora de ser melhor que o teu presente e que tens a chance de o agarrar! E agora? Perdição, raiva, pensamento pesados...
Não tenho memória de o futuro me ter aberto tantas portas para o passado, um erro muda tudo, um erro deita tudo a perder.
Well, I'm glad you came! xD 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Lutar e morrer com dignidade.

Depois de ter visto a entrevista que fala sobre os cuidados paliativos não podia ficar indiferente, confesso que umas lágrimas correram no meu rosto ao ver o desespero daquelas famílias e daqueles profissioais que querem ajudar e não podem fazer mais nada do que já fazem para isso.
A todas aquelas pessoas que abandonam os doentes, tenho uma mensagem: um dia vão ficar velhinhos e como tal todas as necessidades básicas que fazem agora sem problemas vão precisar de cuidados, cuidados esses que vão precisar de alguém para fazê-los, e se for o caso de doenças hereditárias ainda correm o risco de ter a mesma doença pela qual abandonaram um doente, geralmente um familiar. Eu sei que não é fácil ter alguém assim tão dependente de nós, na nossa casa a "consumir" os poucos pedaços de tempo para a família, mas não abandonem, um dia poderão ser vocês.
Uma realidade que se fala pouco e temos os olhos pouco abertos, o abandono de idosos e de doentes em Portugal tem números recorde, vamos começar a alertar-nos deste facto porque nós para lá caminhamos e de certeza que não queremos morrer sozinhos.
Para quem nao sabe do que estou a falar, uma pequena noção de cuidados paliativos: .
A «medicina paliativa», ou «cuidados paliativos», é a forma civilizada de entender e atender aos doentes terminais, oposta principalmente aos dois conceitos extremos aludidos: obstinação terapêutica e eutanásia. Esta é uma nova especialidade de cuidados médicos ao doente terminal, que contempla o problema da morte do homem numa perspectiva profundamente humana, reconhecendo a dignidade da pessoa no âmbito do grave sofrimento físico e psíquico que o fim da existência humana muitas vezes comporta. Nas Unidades de Cuidados Paliativos, que são áreas assistenciais, existentes física e funcionalmente nos hospitais, proporciona-se uma atenção integral ao doente terminal. Uma equipa de profissionais assiste estes doentes na fase final da sua enfermidade, com o único objectivo de melhorar a qualidade da sua vida neste transe definitivo, atendendo às necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais do paciente e da sua família. Basicamente ajudam as pessoas em fase terminal a morrer com dignidade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

My sweet rainbow

Dizem que depois da tempestade, vem a parte boa das coisas, por exemplo depois da chuvada é frequente vermos o arco-íris. Mas será que é sempre assim? Será que há sempre um arco-íris? Por vezes depois da chuvada ainda temos que levar com um furacão, ou um maremoto pior que a chuvada. Ao longo da vida (não muito longa) descobri que os arco-íris não são para quem quer, mas para quem pode, para quem faz por eles… se estivermos quietos a espera que a parte boa da vida apareça, ou somos dotados de uma grande sorte ou realmente não aparece!
Temos que fazer pela vida para que tal aconteça. Se estás em época de tempestade, lembra-te: não desistas de procurar o teu arco-íris, mas não te sentes á espera que apareça por obra divina. Bem, eu sou suspeita a falar disto porque não acredito muito na parte divina da vida, em algumas coisas sim, noutras nem tanto… enfim é a minha visão das coisas não peço que aceitem, apenas que compreendem assim como eu compreendo quem acredita na fé!
Tenho razoes para acreditar que quem luta é recompensado, pode demorar mas de certa forma acaba sendo… O mundo é injusto, mas nem tanto… Pelo menos não nos podem acusar de não ter tentado, essa certeza pelo menos temos, porque nada na vida é certo (quem dera que fosse)
Não desistam dos vossos sonhos, nem do vosso “arco-íris”, mas não se esqueça, sem luta ele não vem, não aparece do nada.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aquela música

 Ow Sim, aquela música que quando a ouves te transporta para mil e uma emoções e memórias e fica dias e dias na tua cabeça e não saí até cair no esquecimento novamente e um dia por magia a voltares a ouvir.
A música tem esse poder, tem o poder de libertar a tua mente e de consumir nela própria memórias que funcionam como um brainstorming quando a activas, puro gatilho que quando é activado te transporta para o passado e aquelas memórias voltam e vão embora de novo como por magia.
Sempre me senti muito ligada á musica, porque a música serve para rir, para chorar, para os amigos, para os namorados, para os ex namorados, para o rebeldes e para o certinhos, para os rappers e para os pop's, os rock's e os metal, os chillout e os reggae, a música serve para todos entrarem numa espécie de mundo á parte onde todos somos os réis da festa.
K'K