"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"





Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de junho de 2014

Consciência Natural.

O mundo é uma máquina que precisa de uma afinação e mudança constante, é um aglomerado de equações e problemas à qual vamos dando a nossa resposta ou agravando ainda mais as questões que nos são colocadas, porque nem sempre acertamos. 
A Humanidade vai acabar por se destruir a ela própria, graças à pouca e mínima gestão dos recursos naturais que temos disponíveis, temos a mania de nos achar superiores ás outras raças mas ainda vamos acabar por ser os culpados da extinção da vida na terra. A menos claro que acordemos deste sonho encantado de que tudo que a Terra nos dá é eterno e interminável, a menos claro que passemos a ter uma atitude mais responsável para com o planeta que chama-mos casa! Pequenos gestos fazem uma diferença enorme, somos 7 mil milhões, se todos adoptar-mos uma atitude consciente o mundo tem mais chance de se garantir sustentável por mais anos e atingir mais gerações futuras. 
Como sabemos que não vamos viver para sempre, gastámos como se o futuro não dependesse dos nossos actos, pois bem, dependem e muito. 
Atitudes conscientes é o necessário.


sábado, 17 de maio de 2014

Somos RAÇA, somos Benfica <3














Tudo pronto. Família Benfiquista na minha sala de estar com a mesa recheada de pizzas caseiras, sumos, cerveja e vodka. Tudo vestido a rigor, até a bracarense estava trajada à Benfica! Na minha cabeça só tinha um pensamento "Vamos ganhar isto! ELES merecem ganhar e NÓS também!".

O jogo foi avançando, o tempo passando e as minhas unhas desaparecendo. O símbolo do Benfica do meu cachecol apertado contra os meus lábios, os nervos à flor da pele, os gritos das falhas, o "É PENALTI CARALHO!" gritado três vezes por todos, os amarelos por assinalar, os gestos de frustração contra o árbitro... a emoção à flor da pele, já sofria por antecipação, só ouvia "Calma Ké, eles marcam, calma!" e isto só me enervava mais.

Prolongamento. O pessoal já fervia, já estávamos por tudo, o Jesus estourado, o Vieira nervoso, os jogadores desfeitos e a família Benfiquista já tinha o coração fora do peito!

A minha colega de casa (Sportinguista) e o namorado (Benfiquista) juntaram-se ao grupo nervoso, os dois a gritarem como nós palavras de apoio para a equipa e a nos tentarem acalmar "Vamos lá pah, acalmem o nervo, eles marcam, este ano é nossa!! Vai tudo para aeroporto Ké, tudo para Lisboa, é ter calma, ainda te dá um ataque!!". Eu já estava da cor da camisola, vermelha e super nervosa.

Odeio PENALTIS, são imprevisíveis e o medo de falhar deixa os jogadores atordoados. O Beto defende quase em cima dos jogadores, mas ninguém viu, é tudo válido e a taça... não era nossa. Eu estava ao telefone com  SUPER Benfiquista a ver os penaltis, mal acabou desligamos a chamada com poucas ou nenhumas despedidas.

O árbitro apita, eu levanto-me, dirijo-me aos presentes de lágrimas nos olhos "Desculpem" e apago a tv. Recebo abraços e tentativas de apagar a dor que ardeu e ainda arde cá dentro. Estavamos todos de rastos. Havia maneiras de sofrer para todos os gostos. Afoguei-me contra o cachecol e a almofada, em lágrimas e assim fiquei por largos minutos, em silêncio.

A família estava unida e de luto. O meu telemóvel não parava de tocar e vibrar carregado de veneno dos anti. Lamento, apaguei tudo sem ler, não quero perder amigos e certamente que os perdia se lê-se. E não, não é azia, isso têm vocês que este ano não levam nada, zerinho, é a dor aguda no peito porque o melhor em campo não trouxe a taça! Porque a vitória espanhola não foi justa, se o fosse eu seria a primeira a admitir! Jogámos que nos fartámos, perdemos na lotaria com uma arbitragem escandalosa! Ganharam sem HONRA!

Amo a minha equipa, idolatro as minhas cores e os jogadores foram enormes, por isso, com ou sem o terceiro título (taça de Portugal) este ano vou tornar-me sócia (isto porque estava apostado que se o SLB ganhasse três títulos este ano, eu inscrevia-me a sócia).

O tempo não volta, mas não se esqueçam, NÓS CHEGAMOS LÁ!

Domingo é para ganhar! Quero full house ;)


Família, estamos juntos! 


sexta-feira, 9 de maio de 2014

A ti que és finalista..


Parabéns! :)


Estou a escrever este texto a pensar não num finalista, mas nos milhares que este ano trajam pela "última" vez mas que sempre vão levar a Academia no coração! Muitos destes milhares de estudantes estiveram privados das suas moradas de coração durante meses a fio e no início da sua jornada académica sofreram inúmeras adaptações e desafios, para além da Academia levam ainda uma nova morada eterna no coração! 
Numa altura em que os media atacam à força toda as Universidades e tradições da vida académica, subam os vossos diplomas o mais alto possível e orgulhem-se desse feito, porque das propinas eles não vão falar, o vosso/nosso suor eles não vão mencionar. Isso não vende. Os sacrifícios que os nossos pais fazem para pagar as propinas todas os meses ninguém vai falar, as noites sem dormir na semana de exames também ninguém vai mencionar, mas das praxes e exageros das semanas académicas vão fazer disso capa. Ignorem. Orgulhem-se do vosso feito. 
Parabéns, daqui para a frente espero que tenham o sucesso que todos certamente merecem e que a situação actual do país não vos afecte nas novas jornadas que por aí vêm. Para o ano espero ser eu uma finalista orgulhosa [novamente]  :*

Deixo aqui uma saudação a todos os finalistas que este ano me deixam orgulhosa :*




terça-feira, 6 de maio de 2014

"É ferida que doí e não se sente"

Um... dois.. três murros no saco de boxe e a raiva vai aumentando, quando atinge o pico já me doem as mãos... as lágrimas escorrem pelo rosto e envolvem-se no suor, desejo que ninguém repare nelas mas é tarde demais. Felizmente quem repara não tece nenhum comentário e eu continuo a bater com as mãos, com os punhos a doer mas sem parar na mesma porque apesar da dor, no fundo sabe-me bem. As lágrimas eram fruto da dor aguda que sentia, mas quem dera que fosse da dor de músculos e articulações, não, eram daquele mal que não passa com medicina, só com o tempo mesmo. Phones nos ouvidos e a música a gritar-me na mente, só me dá mais força para bater, mais energia.
Apesar da minha vida estar a melhor significativamente em vários campos, noutros parece que estagnou e não avança, ou então só recua. Este mês vai exigir muito de mim, mas quando ele terminar, espero voltar ao mesmo saco de boxe e as dores que sinta sejam apenas as físicas e aquelas que deixam os dedos inchados dos golpes mal dados. 

sábado, 3 de maio de 2014

Há dias assim.


Há dias em que me sinto um caco, nada dá com nada, tudo está errado, nada dá certo e por defeito acabo por afastar as pessoas, aliás, pior, acabo por empurrar as pessoas que se preocupam comigo. É fácil saber o motivo, não gosto de explicar, odeio ter que explicar os motivos para não estar bem. Não é por não confiar, mas sim por saber que não vai adiantar de nada porque ninguém vai entender e vou receber a típica resposta "o tempo cura tudo" ou a típica "não devias ficar assim". O tempo passa, mas demora ok? e a cena de que não devia estar assim já eu sei! 



"Sou como a fénix, hoje baixo a cabeça e vou a cinzas, amanhã renasço em força."



Agora é pegar na máquina fotográfica e ir lavar a Alma :)






























sábado, 26 de abril de 2014

Ela.

Ela chorava como uma bebé amarrada à almofada quando se lembrava dele... dos momentos com ele... dos momentos deles. O desejo de gritar por ele consumia-a, de tal maneira que ela já nem se levantava. De tal maneira que a faculdade já lhe sentia saudades e os colegas/amigos de faculdade entupiam-lhe o telemóvel com SMS's e chamadas de preocupação. Ela limpava as lágrimas, fingia sorrisos, atendia as chamadas e dizia que estava tudo bem. Os amigos não acreditaram nisso, os verdadeiros não. Tocaram-lhe à campainha, exigiam a verdade, queriam saber os motivos para ela ficar sozinha daquela maneira. Eles tinham medo por ela. Medo que ela se perdesse. Confrontada com a verdade ela foi obrigada a abrir a alma para eles. E ainda bem. Ainda bem que a abriu. Eles e o tempo colaram as peças. Ela já se sente quase inteira. Praticamente inteira. Ela ainda chora agarrada à almofada, mas só quando se lembra do avô, ou quando escassamente e por breves segundos se lembra D'le.

Quando me perguntam se prefiro um grande amor a uma grande amizade a minha resposta é mais que óbvia : uma grande amizade. Já assim o fiz. 
Não escolhemos como nos apaixonamos, nem por quem nos apaixonamos e mais importante, não escolhemos a duração que esse amor vai ter. Provavelmente todos nós iamos desejar que esse amor, esse tal "perfeito" ficasse para sempre, mas basta de ilusão, não fica. Não se não lutarmos por ele e a cada dia o cultivar-mos e parar-mos de dar as pessoas como garantidas! Nada é garantido! O amor é como uma flor, rega-se todos os dias. Toques de romantismo, sexo, malícia, dor, prazer, ciúme, força, vontade, ironia, isso tudo são os ingredientes do amor e cabe a cada um de nós conseguir aguentar e anular os defeitos do nosso parceiro. Quando ele (amor) acaba ou quando as pessoas abdicam dele para sua felicidade (sim, o amor dá trabalho, um trabalho tão brutal que poucos aguentam) é preciso alguém para juntar as peças que ele deixa soltas, e quem se dá a esse trabalho? Os verdadeiros, os verdadeiros amigos. 
É mais fácil passar de amizade a amor do que amor a amizade.

Nós mulheres não temos a mania de meter os homens perfeitos na friendzone, nós temos é medo de perder um grande ombro e dali a uns meses estar-mos a dizer "O cabrão do meu ex...".










































Ela vai ser feliz e só deseja que ele também o seja. 
Juntos ou separados. Separados ou juntos.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Importar para sofrer? Liberdade por favor.

Tenho esta mania de menina de sorrir quando não estou bem, talvez para camuflar o sufoco que sinto por dentro ou então porque simplesmente não quero explicar para ninguém os meus motivos. Odeio explicar motivos. A maioria das pessoas não os entende. A outra parte pede-me para ter calma. Bolas, eu não gosto de ter calma, não quando estou a sorrir para tentar esquecer. Não, principalmente quando estou a evitar cair no poço. Deixem-me fingir que "domino" o mundo sem chorar, deixem-se fingir que está tudo bem, deixe-me evitar mostrar que estou mal! Deixem simplesmente..
Não há pior luta do que aquela em que nós somos o nosso próprio inimigo, aquela luta em que o coração luta com o cérebro para ver quem ganha! Aquela luta que já todos conhecemos pelo menos uma vez, se nunca a conheces-te, então.. tens sorte. 
Hoje tracei um objectivo, deixar de me importar. As pessoas são muito mais felizes quando não se importam. Importar dá trabalho. Já Fernando Pessoa o dizia, a dor de pensar era um problema. A dor de se importar era um problema. Mas não, não quero virar ignorante, só quero deixar de me importar com aquilo que já não me devia importar! Aquelas memórias.. aqueles sentimentos do passado. Esse é o meu objectivo, afinal quero reservar as lágrimas para os momentos que realmente importam, no futuro e sobre o futuro. 


Ninguém dá passos em frente quando continua a se importar com o passado. Nem faz sentido algum.
Se o passado se importasse comigo.. mas não se importa (NUNCA se importa!)

Abreijos.